As negociações salariais dos securitários e securitárias seguem suspensas por falta de proposta das empresas. Do outro lado da mesa, o que existe é silêncio. Do lado dos trabalhadores, a expectativa cresce — e também a insatisfação.
O impasse chama atenção porque não ocorre em um cenário de retração do setor. Pelo contrário. As empresas seguem operando, mantendo contratos, ampliando serviços e registrando resultados. Mesmo assim, não apresentam proposta para recompor salários nem para avançar em direitos.
Negociação coletiva não é um gesto de boa vontade. É um instrumento previsto nas relações de trabalho. Quando uma das partes se recusa a apresentar proposta, o processo trava. E quem sente primeiro é o trabalhador, que já convive com o aumento do custo de vida.
A data-base não pode ser ignorada. O salário não espera. As contas chegam todos os meses. A categoria segue trabalhando, cumprindo metas e garantindo o funcionamento e crescimento do setor.
Os sindicatos e a Federação seguem abertos ao diálogo. Mas diálogo exige duas partes. Sem proposta, não há negociação. E sem negociação, não há avanço.
A pergunta que fica é simples: até quando?